terça-feira, 4 de setembro de 2007

Palavras

EM NOME

Uma tortura beijando tua boca.
Meu nome.
Nunca o sussurre em vão, pois, terás em ti a sensação de uma blasfêmia.
Meu nome em tua boca é santo, não o desonre então com tuas palavras sujas,
teus sentimentos fugazes,
esta tua pífia maneira de querer ser algo que jamais terá alma.
És tola, e, em tua tolice, matas tantas coisas puras;
ficas, após, tão suja e vazia que, por vezes me penalizo.
Talvez sejas um pobre espírito que vagará eterna atrás de um mínimo de perfeição.
Mas, por vezes, quanto encanto na imperfeição.

Do mar

Sardinha assada com brócolis

Ingredientes:
12 sardinhas médias limpas, abertas e sem cabeça
folhas e talos macios de 1/2 maço médio de salsinha
8 colheres (sopa) de óleo
1 maço de brócolis cozido
sal e pimenta-do-reino moída grosseiramente a gosto

Modo de Preparo:
Ligue o forno à temperatura média. Tempere as sardinhas com sal e reserve. Bata por 3 minutos no processador a salsinha com o óleo e o sal. Espalhe a mistura numa assadeira refratária grande. Disponha as sardinhas por cima e polvilhe a pimenta-do-reino. Leve ao forno por 10 minutos, ou até as sardinhas ficarem macias. Retire do forno. Coloque as sardinhas nos pratos e ao lado disponha os brócolis. Regue com o molho da assadeira e sirva em seguida.

Clássico revisitado

Bauru chique
Ingredientes:
- 70 gr de rosbife

- 45 gr de queijo estepe
- quanto baste de pepino em conserva
- quanto baste de tomate em rodelas
- 1 unidade(s) de pão francês
- 45 gr de queijo prato
- 45 gr de queijo suiço

Modo de preparo:
Rosbife - Peça inteira de lagarto assado em fogo alto (braseiro), deixando dourada por fora e ao ponto por dentro.



Queijo - Mistura-se proporções iguais dos três tipos de queijo e cozinha-se em água com manteiga até completa mistura dos três.


Pepino - pepinos inteiros cozidos no vinagre por 7 dias. Corta-se um pão francês ao meio no sentido horizontal. Retira-se o miolo da parte superior Na parte inferior coloca-se de 5 a 6 fatias de rosbife. Em cima do rosbife são colocadas 3 rodelas finas de tomate. Em cima do tomate são colocadas 3 rodelas finas de pepino em conserva. Em uma forma ou frigideira aquecesse um pouco de água (300ml) sem deixar ferver. Coloca-se para derreter na água 10g de manteiga. Após derreter a manteiga mistura-se a água, em proporções iguais de cada tipo de queijo e deixa derreter até formar uma pasta homogênea. Na parte superior do pão (canoa) coloca-se o queijo derretido. A parte superior do pão é colocada sobre a parte que já está preparada. Corta-se ao meio em diagonal e pode saborear o verdadeiro Bauru em sua forma original.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Palavras

BELO

As coisas da beleza são, por vezes, fulgazes e inesperadas.
São fúteis e hipócritas,
parecendo se bastarem apenas por serem belas.
São tristes e melancólicas, pois falta um brilho
lembrando que elas fazem parte do real e,
por mais que tentem se auto - bastar, não conseguirão.
Afinal, elas são humanas.
Há na beleza algo de misterioso,
de desconhecido, de inesperado,
que sempre surpreende em horas imprevistas,
por ter na inconstância, par perfeito.
Existe também nas coisas belas,
a sede da conquista de seres indomáveis,
que, após saciada, retornará à tona,
perseguindo outro algo livre.
Mas, há na beleza algo de envolvente e radiante,
sorrindo para o objeto conquistado,
que o faz esquecer das dores passadas.
Há de se louvar, pois, tudo
o que é povoado de beleza,
pelo simples poder de seduzir
sem ocultar a face negra.
O belo vence não por motivos favoráveis,
mas, por ser unicamente belo.

Clássicos literários

Das Vantagens de Ser Bobo
(por Clarice Lispector)

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Água na boca

Crostata alla ratatouille

Ingredientes:
Massa
1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 pitada de páprica
1 pitada de açúcar
2 gemas
7 colheres (sopa) de manteiga
7 colheres (sopa) de queijo ralado




Recheio
1 cebola picada
1 pimentão em cubos pequenos
1 abobrinha em cubos pequenos
1 berinjela em cubos pequenos
1 tomate em cubos pequenos
azeite de oliva
2 ramos de orégano e manjerona
1 ovo
7 colheres (sopa) de ricota
100ml de creme de leite
1 colher (sopa) de queijo ralado
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:
Massa: numa superfície plana, peneire a farinha com o sal, a páprica e o açúcar. Junte as gemas, a manteiga em pedaços e o queijo ralado e misture bem. Faça uma bola, cubra e deixe descansar na geladeira por 2 horas. Recheio: numa frigideira, refogue a cebola, o pimentão, a abobrinha, a berinjela e o tomate no azeite de oliva por 5-6 minutos, em fogo médio, mexendo de vez em quando. Tempere com sal e pimenta-do-reino e adicione o orégano e a manjerona. Abra a massa com um cilindro e coloque-a em uma assadeira de 24 cm de diâmetro forrada com papel-manteiga umedecido e espremido. Fure o fundo da massa e deixe-a na geladeira por mais 30 minutos. Enquanto isso, misture a ricota com o ovo numa tigela, amassando com um garfo. Junte o creme de leite e os legumes e misture bem. Despeje o recheio sobre a massa, nivele com uma espátula e polvilhe o queijo ralado. Leve ao forno médio, preaquecido, por 50 minutos, ou até dourar a superfície e o recheio ficar firme. Retire do forno e sirva a crostata morna.

Maravilha

Torta de palmito, cenoura e vagem

Ingredientes:
Massa

1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
2 ovos
4 colheres (sopa) de azeite de oliva

Recheio
1 cenoura média picada em cubos pequenos
150 g de vagem cortada em rodelas
2 ovos
1 xícara (chá) de creme de leite sem soro
400 g de palmito em conserva cortado em rodelas
sal a gosto

Modo de Preparo:
Ligue o forno à temperatura média. Massa: peneire numa tigela a farinha de trigo com o sal. Adicione os ovos e o azeite de oliva (reserve 3 colheres de chá). Misture com as pontas dos dedos por 5 minutos, ou até ficar homogênea. Com o azeite reservado, unte uma assadeira de aro removível de 20 cm de diâmetro e 6 cm de altura e forre-a com a massa. Com um garfo, fure a massa e leve ao forno por 10 minutos, ou até dourar um pouco. Retire do forno e reserve. Recheio: cozinhe a cenoura e a vagem numa panela com 1 litro de água fervente até ficar al dente. Retire do fogo, escorra a água e reserve. Numa tigela, bata, com um batedor manual, os ovos, o creme de leite e o sal por 2 minutos. Misture o palmito e os legumes e despeje sobre a massa já morna. Volte ao forno por mais 35 minutos, ou até a massa dourar e o recheio ficar firme. Retire do forno e sirva.